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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2009 foi o ano com mais jornalistas mortos

Quem o diz é a Organização Não Governamental Repórteres sem Fronteira. Morreram em 2009 mais 16 jornalistas do que em 2008.
Os números estão mais negros devido ao massacre que houve nas filipinas, onde 29 jornalistas perderam a vida.

Em distribuição geográfica, mais uma vez devido às Filipinas, a Ásia lidera em número de mortes, com 44, seguida de África, com 12 e a Europa e Médio oriente vêm em terceiro, com sete cada um e a América com seis.

Quem , também , anda a sofrer atentados é a liberdade de imprensa. O ano de 2009 foi marcado pela perseguição aos jornalistas e respectivas redes sociais, tais como, blogues, twitter e facebook.

Segundo esta organização não governamental, estão 167 jornalistas presos e 160 no exílio, “muitos deles a viver em condições de grande risco”, ressalva o comunicado dos Repórteres sem Fronteiras.

domingo, 22 de novembro de 2009

Observatório de imprensa

Hoje,José António Saraiva, director do jornal Sol, dá uma entrevista ao correio da manhã. Fazendo o ponto da situação, o director do semanário acusa o governo de pressionar o jornal para não publicar notícias acerca do caso free port.

Fazendo um resumo, se não saíssem as notícias do free-port o sol ficaria com os problemas financeiros resolvidos. Ora, como as notícias foram publicadas, uma suposta linha de crédito no BCP foi interrompida.Este último assunto, serve de mote para o caso face oculta. Já que, quem tinha o dossier " Sol" era Armando Vara e José António Saraiva acusa o primeiro ministro de estar a dar ordens directas a Vara para dificultar as negociações entre um grupo angolano e o jornal Sol.

Curiosamente, e apesar do conteúdo da entrevista ser pesado, não aparece em evidência da capa do Correio da Manhã.

É preciso não esquecer as orientações políticas dos jornais e o Sol tende a fugir para a direita, tal como outros.


domingo, 11 de outubro de 2009

Estar “ on” no Jornalismo



Dizem os especialistas que não há meio mais volátil que a Comunicação Social. Mudam-se os grafismos, mudam-se as chefias, mudam-se as histórias, as personagens.
Neste momento, trocam-se o virar da página pelo clique do computador e o cheiro a tinta pelo ecrã cheio de dedos. Ninguém sabe o que se está a passar.
Cada vez mais, as redacções estão reduzidas. O fotógrafo é substituído pela máquina digital que acompanha o jornalista. O estagiário filma, edita, fotografa e ainda escreve em tempo real. Depois, temos um on-line gratuito que se faz quase instantâneo sem aprumo nenhum e muitas vezes carregado de erros ortográficos. Não há exigência nem qualidade. Será este o futuro do jornalismo?
Há também a questão do preço. Um jornal custa cerca de um euro e mal acabado de sair do forno, já não está fresco. Depois, a estes problemas todos acrescenta-se o da interactividade que os jornais não permitem.
Quanto a nós, estudantes de jornalismo, resta-nos acompanhar esta corrida, que está longe da meta, e estarmos atentos à fuga de informação constante na internet, que fará com que o jornalismo seja mais exigente.
Agora, não podemos compactuar nem com o jornalismo gratuito nem com trabalho precário. Nós temos de valorizar o nosso trabalho e temos de ser bons para merecermos ser bem pagos!Se o meu trabalho é bom, porque carga de água vou trabalhar de graça?